setembro 28, 2011

Eloquência

Nesse destino de caos
engoli a seco
a saliva amarga
da perda
dos sentidos
Dos valores
que foram fixados em outdoors
de demonstração de força
O inferno se abre
a céu aberto
e ninguém quer notar
Fingem não assistir
a destruição da estatua de ferro
cravada em cada chaga,
em cada pedaço de pulso
Bonecos de palha
sem centelha
de vida vagam
desertores
de ideias
pelo mar de informações acumuladas
Aceitam,
não pensam
e adiantam o processo
de evolução
para viver a base de nada...
Continuar
se interessando
pelos defeitos alheios
é ter medo
de se olhar no espelho!


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