fevereiro 08, 2012

Sobre rosas e pedras


Uma rosa murcha que só restam espinhos
Seca observa no espelho o cair de suas petálas

Uma rosa seduzida e queimada
Pelo escaldante brilho do Sol.

Inspirada em flores belas que só dura uma primavera
Que transpira o vício de uma lua passada

Arranca o ar dos pulmões
Polinizando por aí o verbo liberdade
Envenenando outras rosas
Com falsas verdades

Malditos sejam os muros, grades, trancas, correntes
Que por dentro prende e sufoca a gente
Pois esta rosa que aqui está à refutar
Culpa o sol pelo mal que ela própria esteve a si causar

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