fevereiro 04, 2012

Um conto sobre aquela Flor


Quando você consegue uma flor, ela se torna mais que uma flor e quando esta vem quando você precisava, ela se torna parte de você. Uma bela flor entrou em minha vida, eu nunca liguei para flores, mas aquela eu realmente quis guardar.  Quis tanto que a coloquei na frente, e no local mais belo, do meu jardim, e ela deu um brilho imenso a todo quintal e em todo o meu lar.

Aquela flor eu reguei, eu cuidei, dei remédios, por ela eu até matei umas formigas. Que bela flor! Às vezes por falta de tempo, por cansaço e por outras coisas eu acabava não dando a atenção merecida àquela linda flor. Mas quando eu chegava em minha casa, eu ia direto para minha flor.

Aos poucos ela me cobria e me enchia de brilho e eu enchia a boca para falar da perfeição de minha flor, ela era muito diferente entre as flores e era a que eu mais amava. A bela flor me fazia tão feliz, que eu me obrigava a cuidar dela, eu queria que ela sentisse o quanto eu gostava dela eu queria fazê-la feliz assim como ela me fazia.

Certo dia, a flor começou a mudar o brilho dela, e eu não sabia o que estava acontecendo só tinha certeza de que não estava gostando. E ela passou a me deixar triste e preocupada. Por que minha flor que tanto me ama esta fazendo isso comigo? Então eu a regava mais, tentei cuidar ainda mais. Deixei diversas outras coisas para cuidar da minha bela flor e não adiantava, ela só piorava e isso me fazia chorar. Minha flor, o que está acontecendo? Ela estava indo embora, eu tanto fiz ficar e resolvi deixar um pouco em paz, mas eu não conseguia parar de pensar no que acontecia com minha flor.

Um dia, tomei coragem e fui atrás, e perguntei a ela o que estava acontecendo. E a minha flor... que tanto cuidei... não me queria mais. A flor que tanto me fez feliz, estava me deixando. Eu tentei de tudo para mostrá-la o quanto eu a faria feliz, mas ela não queria, já estava decidida. Eu não conseguia parar de implorar, por mais que eu tentasse, eu queria a flor que eu reguei para mim. E quanto mais eu a buscava, mais a flor fugia. E, então, eu comecei a aceitar que ela se foi e que não queria voltar. Aos poucos, eu conseguia olhar pro meu jardim e aceitar que ele não a teria de volta.

Então, depois de algumn tempo, eu enchi de flores meu jardim, mas nunca tinha atenção para elas, e todo vez que olho aquele lugar, eu ainda lembro-me da flor que me amou e me fez chorar. Nenhuma flor é como ela, nenhuma flor é igual à outra. Existem duas de mim, uma antes e outra depois da flor.

Às vezes quando deito no travesseiro eu ainda vejo a flor ali, comigo, na cama. Eu ainda sinto o seu cheiro por todos os lados. Mas vou tentar cuidar bem de minhas novas flores. Penso algumas vezes que a flor só queria sugar meu amor, outras vezes penso que ela nunca me amou. Mas aprendi que as coisas mudam, sempre. E nem tudo que vem, ou vai, será para nos fazer felizes para sempre. Antes eu odiava flores.

Nota: inspirado na flor do Pequeno Príncipe.

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