agosto 08, 2012

Díspar [o]

Os objetos lindos em sonhos
Presos na ponta de minha língua
E que se travam diante da palavra escrita.

Veja bem, meu caro
Meus dedos atordoados
Bate e brigam contra o teclado.

Preciso tecer
o que sinto
Só consigo com você.

Paro e reflito
Olho para tela, para o espelho e para você
Oh my soul, preciso escrever.

A chuva já não trás aquele frio
O céu já não fica aquele azul
O nublado já não tem aquele prateado
Tudo de repente díspar
E parece nunca ter mudado

Falta o brilho, não do mundo
Aquele que só a retina pode proporcionar
Só através da lente daquela máquina
O mundo tem a me encantar.

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