agosto 28, 2012

Um brinde ao ódio

Não se livra do passado
Ele não sai do nosso lado

O custo da vida girar, não deveria ser o mundo parar
Voltas e voltas, e aqui estou, no mesmo lugar

Brindando a minha solitude
Que suga a minha juventude
E não, isso não me incomoda, não mais

Ergam-te as taças, o copos
As latas e as vidraças
Dedico esse brinde ao ódio

Se aqui estou, pois dedico a ele
Por todas as pedras que joguei na parede

Segundos, horas
Dias ou anos
Corrompida pelo teu beijo
Deitada, abraçada, agarrada ao teu leito
Do amor ao ódio,
Eu o abraço e me deito
Em posição fetal
Buscando seu peito

Mas não paro
Não entrego-me
Nem me deixo
Um brinde ao ódio
que não me abandona

E eu que fugi de ti, para não me entregar a ele
E não adiantou
Ele veio e me abraçou
Graças a ela, ele me levou

Desejei tua morte, e tua ausência
Como nunca desejei uma presença

O brinde a ele e me mostra como viva
Mas faz sentir viva
Empurra-me uma saída

Um brinde ao ódio
que dele não preciso mais
Por quando tempo? Tanto faz.


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