agosto 17, 2012

Veja

Vejo uma frase dita sem nada a revelar
Vejo que ela fala, cala, cospe, engole
um mundo a se revelar

Eu vejo um “Eu te amo”
Sem nada a reconhecer
E esta frase nunca será o mesmo de um “Como vai você?”
Ou, ao menos, não deveria ser

Vejo teu corpo, vejo em mim
Vejo o mar
Vejo até onde minha imaginação pode levar

Eu vejo o começo do meu mundo
Quando o seu se extinguir
Ou seu o fim do meu, este teu elixir?

Entrego-me a dança desse vento quebrado
O desejo de desbravar este mundo com uma câmera ao meu lado

Eu vejo até onde meus olhos podem ver
Ao teu encontro, o mundo todo borra focalizando você.

Nenhum comentário:

Postar um comentário