setembro 26, 2012

A Flor Rubra


Entre as marcas rosas da tua alegria
Entre as trovas travas, turvas de sua fantasia
Oh, bela donzela, o que desejas pro teus dias?
O que por te foi amado?
O que por ti, deusa da vida, foi ansiado?
Deve haver algo em teu coração que não fora implantado.

Tuas vestes, suas jóias
Tuas bijuterias preciosas
Nessa cultura impondo aos sacramentos
Segue o seu confinamento.

Entre a cor rubra que embeleza teu lábios
O aperto do cetim que destrói o teu corpo
E as lágrimas que mancham teu rosto.
Dos saltos alto ao decote,
Doce dominatrix e teu chicote,
A subalterna que sabe que é forte.

Compartilhe comigo dessa tua rebeldia
Que encanta até essas correntes frias
E diariamente a tranca em tua moradia.
O diamante duro desses olhos, polido pela a escravidão
Liso por fora, indestrutível por dentro
Por favor, toque-me com suas mãos.

E as doenças a tua psiquê associadas
A tua exploração pelos donos do saber ignoradas
Por carregar a vida em dor no teu ventre
E nos teus braços, colo, costa, seios e mente

Atiram em ti pedras, culpando a tua natureza
Chamando-te de egoísta, por cuidar de tua beleza
E sugam tua vida sem preocupação
Chamando-te de fútil ao tentar adiar as marcas faciais de tua exaustão
Para que mendigas o carinho de quem não merece?
Se nem teu Deus atende tuas prece.
Cuide de ti, e sobre o que te machuca? Supere.

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