agosto 31, 2014

ardor

Ontem, mais uma vez, dormi só, mas só não me deitei.

Era em torno das 20h, eu ainda estava na aula, o celular vibrou, uma mensagem dela me dizendo que estava com saudade e perguntando se podia me ver. Ela foi até a faculdade e fomos juntas para minha casa. O quarto estava desorganizado, afinal era uma visita meio que surpresa. Assim que entrou no meu quarto, ela brincou com isso. Nos sentamos e falamos sobre algumas besteiras.

Desde o momento que soube de sua visita, concentrei-me menos na aula; primeiro porque achei estranho, ela não costuma ser espontânea assim; segundo porque eu realmente estava com saudades dela. 

Havia tempos, meses, que eu não recebia uma visita noturna da minha flor. Minha amiga, que dividia a casa comigo, tinha me informado horas antes que iria dormir fora, o que aflorou ainda mais meus pensamentos. 

Enquanto o relógio não rodava, meus pensamentos fugiam daquele ambiente frio e vil para o calor de meu quarto, o calor dos braços dela. Enfim, o relógio termina sua odisseia.

Estamos em casa, em meu quarto, em minha cama. E, em meio à uma espiral infinita de risos e abraços, meu corpo só desejava ela. Então, de modo repentino, sinto-me dominada por uma vontade de beijá-la, deitá-la e amá-la, seguidamente meu desejo se torna ato. O garboso frescor de sua pele, que facilmente se arrepiava com o frio, somada a beleza inefável dos contornos de seu corpo, disparava minha desregrada cobiça. Enquanto me saciava com seus beijos, eu já sentia minha intimidade molhada. Meus olhos semiabertos se perdiam visualizando, delineado pela meia luz, seu pescoço nu, da orelha até o ombro interrompido pela alça fina de sua blusa, seu sutiã.


Nesse decurso, como que automaticamente minhas mãos se direcionaram a arrancar aquele pequeno incomodo, e subitamente suas mãos retêm toda minha dança. Como que entendendo o recado, deitei sobre seu corpo me limitando a acariciar sua cintura.


Ao olhar para seu rosto, percebo seus olhar inquietante dirigindo-se interruptamente a todos os lados, não se fixando em algum ponto por mais de alguns milésimos de segundos. Questionei-a sobre o que havia de errado, somado ao fato da visita repentina. Ela desabafou sobre umas angústias, mas nada que justificasse, ou ao menos, explicasse, a sua negação aos meus toques. Ela afirmou não saber exatamente o porquê. Toda via, apesar do receio em desrespeitar a vontade dela já expressada, naquele momento, eu só conseguia pensar em fazer amor com aquela jovem. Mais uma vez passei a tocá-la com meus lábios. Primeiramente, eu a beijei nos lábios e continuei a descer suavemente pelo seu adorável pescoço, suavemente beijando-a suavemente mordendo-a. Sentindo com meus lábios sua pulsação disparar e o calor do seu corpo aumentar, me direcionei a seus seios, e por cima mesmo de suas veste, meus lábios mantinham sua sina. Agora estou em sua barriga, perdendo-me em torno de seu umbigo, na maciez fervente daquele momento. E, novamente, ela me freia ao tentar descer mais. 

Olho, mais uma vez, fixamente para essa garota, eu só penso em tê-la mais. E quando penso nessa garota, eu só penso em amá-la mais. Possuí-la, amá-la, roubá-la.


Então ela me deu um pouco de seu amor e pouco depois foi embora, deixando seus fios e seu cheiro no meu colchão e travesseiro e uma loucura sedendo em meus pensamentos.  


[revisão: Bruno Vitor]

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