outubro 11, 2014

Sim,
joguei a toalha,
é hora de seguir
há muito ainda por vim,
e não ficarei parada aqui.
Ele me pergunta
"cadê a garota do 'eu tenho uma porção de coisas pra conquistar e eu não posso ficar aqui parada'?".
A realidade a matou
e todo dia mata
um pouquinho mais.
Eu gritei: "parem!
parem de arrancar penas de minhas asas!"
arrancaram-me tudo que podiam,
até que não sobrou nada.
Mas eis que sou como fênix,
posso até ter me dado como derrotada,
mais eis que em tempo me ergo,
vezes maior e melhor,
vezes como não houvesse ocorrido nada.
Eu sou como seu câncer,
aguarde-me deitada.

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