janeiro 02, 2015

cosmopólita misantropia

E nestes dias eles vão procurar seus dias
Por dias quentes longe dessa cidade fria
Um beijo quente daqueles que lhe oprimiam
No aconchego do lar em que tiveram berço um dia

E eu me perco nessa cidade que não é minha
que nada tenho se não andar por suas ruas vazias
Congelando as coxas, tornando-as roxas
travestido-as de livres

com as unhas de greve rasgo minha pele
protejo-me de qualquer calor
Ó, daqui não sou, mas é o que tenho
e aqui estou

se já conheço suas encruzilhadas
e de ti não espero mais nada
me apaixonei pelas suas migalhas
e sirvo-me como café colonial

e olhando pela janela
um céu aquarela
atrás do nevoeiro
que se vai logo cedo

então espalho em sua brisa congelante
que me toca em calor escaldante
um convite aos cosmopolitas
a se aconchegarem com sua arrogância
na dança da cidade da agonia 
A cidade da misantropia



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