julho 17, 2016

Cá estava eu, perdida em minhas próprias tormentas.
Ao meu lado um rio pantanoso,
eu quase não percebia o rio
mas claramente havia ali um pântano.

do outro lado existia um desejo,
um sonho esperando ser alcançado,
aqui apenas perdição
alguém que seu caminho estava confuso

perdida
sem ida
sem vinda
não sei

amigos
amigas
delírios
desalcancei

e meio que sem beira nem eira
um ponto se auto-iluminava
um ponto ali estava
um tornado se concentrava

e eis que o que vejo me olha
convidando-me à uma caminhada
em minha frente, após um arbusto
numa ponte ele estava

ele provocava
mesmo sem fazer nada
seu olhar conduzia
resgatando-me de um nada

olhando para trás
vi um castelo de cartas que desmoronou.
olhando de volta a luz
que por seu caminho desvaneceu-se

na ponta da ponte eu estava
correndo ali estava
de volta à busca que me aguardava
que a perdição me retirou



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