junho 21, 2017

primeiro ato

como arquétipo andarilho
invado teu cenário
sob o manto do teu corpo
faço-te de agasalho

abraso-me nos teus lábios
numa fuga senciente
em busca de abrigo
do meu exílio inconsciente

e aquele atrito atrativo
do meu tato sobre teu
leio-te como páginas de livro
que o tempo escreveu

e toda história se mistura ali
dos teus medos com os meus
no enlace de nossos corpos
a volúpia os venceu

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